Terça-feira, 31 de Março de 2020

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Caso Beatriz

Publicada em 11/02/16 às 14:29h - 548 visualizações
60 dias após morte de Beatriz Mota, caso ainda não está solucionado
Delegado afirma que as pessoas não estão ajudando a solucionar crime. Polícia Civil ainda acredita que divulgação de detalhes atrapalha.

Radio Santa Maria Fm


 (Foto: Radio Santa Maria Fm)

A morte da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, ocorrida no dia 10 de dezembro de 2015 no Colégio Maria Auxiliadora em Petrolina, no Sertão pernambucano, ainda está sem solução. O inquérito, que inicialmente tinha o prazo de 30 dias para sua conclusão, teve que ser prorrogado na tentativa de encontrar o autor do crime.

Não é que não esteja avançando na investigação, mas que não pode ser divulgado"
delegado Marceone Ferreira

A Polícia Civil continua sem divulgar detalhes sobre o andamento das investigações. De acordo com o delegado seccional de Petrolina, Marceone Ferreira Jacinto, que está responsável pelo caso, as autoridades voltarão a divulgar novas informações quando houver indícios importantes e que possam ser publicizados. "Qualquer detalhe que se divulgue pode atrapalhar. A gente pede a compreensão sempre. Não é porque não quer divulgar, mas para não assustar o autor", disse o delegado.

Marceone Ferreira Jacinto afirma ainda que o fato de não estarem relatando o andamento das investigações não significa que não há indícios que possam levar ao criminoso. "Não é que não esteja avançando na investigação, mas que não pode ser divulgado. Não pode dizer que não tem nada. É um caso complicado, difícil. A pessoa que fez isso não vai esperar e a gente está trabalhando neste sentido de chegar ao autor", pontuou o delegado.

Delegado Seccional, Marceone Ferreira foi designado para solucionar o Caso Beatriz (Foto: Taisa Alencar / G1)Delegado Seccional, Marceone Ferreira foi designado para solucionar o Caso Beatriz (Foto: Taisa Alencar / G1)

Nesta quinta-feira (11) às 18h30 um novo protesto público foi organizado. A concentração é na Praça Maria Auxiliadora, em frente ao colégio onde a menina foi assassinada. Pela primeira vez, a família deverá estar presente. O delegado ressalta que semanalmente conversa com os pais de Beatriz sobre o andamento do caso. As polícias Civil e Militar também deverão participar da caminhada.

Investigações

Disque-Denúncia do Caso Beatriz (Foto: Yuri Matos/G1)Disque-Denúncia do Caso Beatriz
(Foto: Yuri Matos/G1)

Em janeiro deste ano foi lançado mais uma ferramenta para ajudar nas investigações, o Disque Denúncia, mas, segundo o delegado Marceone Jacinto, não teve nenhuma contribuição do público. "Até o momento as pessoas não contribuíram com o Disque Denúncia, nem mesmo as pessoas que estavam próximas no momento. Ninguém ligou. Muita gente estava lá e pode ter visto um movimento estranho, mas as pessoas não se propõem em ajudar. A polícia está investigando com o que tem", ressaltou o delegado.

Assim que o inquérito foi iniciado, alguns convidados que participavam da Aula da Saudade, que integra a formatura dos estudantes do 3º ano, entregaram fotografias e filmagens na tentativa de ajudar na conclusão do inquérito. O fotógrafo oficial do evento entregou os registros da noite e a polícia também solicitou imagens de estabelecimento externos à escola.

A noite do assassinato

Beatriz foi assassinada em uma sala de material esportivo que estava desativada (Foto: Taisa Alencar / G1)Beatriz foi assassinada em uma sala de material
esportivo que estava desativada
(Foto: Taisa Alencar / G1)

A garota Beatriz Angélica foi assassinada com golpes de faca durante a solenidade de formatura do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no Centro da cidade. Na data, a irmã da garota estava entre os formandos. O pai de Beatriz Angélica, Sandro Romildo, é professor da unidade de ensino e também participava da cerimônia. A garota estava com a mãe, que percebeu o desaparecimento da garota em poucos instantes.

A menina foi encontrada em um depósito de material esportivo que estava desativado. Ela tinha ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime, do tipo peixeira, foi encontrada cravada na região do abdômen da criança.

Do G1




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